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 A preparação de exemplares  

O Museu é apoiado por um Laboratório onde são preparados e montados os exemplares para exposição e estudo. Nestes últimos anos foram executados modelos e reproduções de peixes e cetáceos em fibra de vidro e resinas sintéticas, método largamente utilizado nos mais modernos museus de história natural do mundo e a que se dá o nome de DERMOPLÁSTICA.

O que é a Dermoplástica?

È uma técnica de realizar a reprodução, ou réplica, do exemplar, a partir dos moldes em gesso, ou outro material, tirados directamente do corpo do animal. O resultado final deste processo é uma cópia fiel, que após os acabamentos finais e a pintura irá dar ao público uma imagem o mais correcta possível do animal, tal como era enquanto vivo.

Esta técnica apresenta algumas vantagens relativamente ao método clássico de preparação e montagem de exemplares ( a TAXIDERMIA, frequente e incorrectamente designada por "EMBALSAMAMENTO") . Na realidade permite uma economia de tempo, maior fidelidade da forma dos exemplares e uma maior resistência dos materiais sintéticos utilizados na reprodução ao desgaste do tempo e às alterações ambientais.

Por outro lado, este método permite ainda recuperar museologicamente, nos locais de ocorrência, animais de dimensão considerável, cujo transporte para as instalações do Museu seria muito difícil ou mesmo inviável.

A Preparação museológica de uma tartaruga-couro

Numa manhã de Setembro de 1997, os pescadores que recolhiam as suas artes de pesca, em frente da praia de S. Pedro do Estoril, foram surpreendidos por uma triste descoberta: uma enorme tartaruga de couro havia ficado presa pelo pescoço e barbatanas anteriores nas suas redes, tendo morrido em consequência.

O Aquário Vasco da Gama foi alertado da ocorrência pelo Sr. Pedro Morgado, pescador que rebocou a tartaruga para terra, tendo de imediato enviado uma equipe de técnicos do Departamento de Museologia ao local.

Dado o bom estado de conservação deste magnífico exemplar, optou-se pelo seu tratamento museológico (ver as fotografias), tendo sido executada uma reprodução em fibra de vidro e resinas sintéticas, obtida a partir dos moldes em gesso tirados directamente do corpo da tartaruga.

O resultado final deste processo é uma cópia fiel da tartaruga couro, em estrutura e dimensão, que após os acabamentos finais e a pintura deu ao público uma imagem, o mais correcta possível do animal, tal como era enquanto vivo. Este método de preparação de exemplares para exposição, designado por DERMOPLÁSTICA, é largamente utilizado nos mais modernos Museus de História Natural de todo o Mundo.



O que é a Taxidermia ?

A TAXIDERMIA é o processo clássico de montagem de exemplares (vulgar e impropriamente designada por "embalsamamento"), aproveitando as peles dos animais, que depois de tratadas são aplicadas sobre os respectivos manequins. Estes, com as formas dos corpos dos animais, são executados com base nas medidas tomadas em diversos pontos e são então "vestidos" com as respectivas peles já curtidas. O êxito desta montagem depende essencialmente da prática e da arte do preparador.

Preparação museológica de uma foca-anelada

A foca-anelada juvenil foi capturada viva, no dia 17 de Dezembro, a cerca de 25 milhas Oeste do Porto da Póvoa de Varzim. Segundo o mestre da embarcação de pesca "Caminho da Luz", a foca mostrava grande vivacidade e comportamento sociável, tendo no entanto vindo a morrer durante o transporte para o Aquário Vasco da Gama.

A primeira parte do trabalho consiste na esfolagem e descarnagem do corpo do animal, a fim de lhe ser retirada a pele. Em seguida, a pele é curtida e posteriormente surrada, ou seja, desbastada até se obter a espessura desejada.

Na execução do manequim da foca, onde a pele tratada vai ser montada, utilizaram-se duas técnicas: a moldagem e a modelação. Assim, da cabeça e membros do animal fizeram-se moldes em gesso, enquanto que o tronco foi modelado em esferovite, usando-se como referência os dados biométricos e o registo fotográfico.

Neste método, que se pode considerar misto, introduziu-se ainda outra inovação que consistiu na utilização de um molde auxiliar ("dead mask"), o que conferiu um maior rigor à forma da cabeça e do focinho da foca-anelada.

 Rei Dom Carlos   
 
Pioneiro no estudo da Oceanografia o Rei Dom Carlos divulgava com entusiasmo o resultado das suas campanhas oceanográficas.
 A colecção do rei  
 
Informações sobre a colecção do Rei que se encontra à guarda do Museu do Aquário Vasco da Gama