A sobrevivência de peixes e invertebrados em aquário requer inúmeros cuidados, exigindo uma planificação cuidadosa, com o objectivo de recriar as condições, mais próximas quanto possível, do meio natural das espécies nele introduzidas. Os aspectos técnicos relacionados com as dimensões do aquário, decoração, condicionamento da temperatura, tratamento de água e iluminação, dependem essencialmente da escolha das espécies a manter.
Escolher as espécies
Antes de adquirir os peixes ou invertebrados aquáticos, o aquariofilista consciente deve procurar informação sobre os cuidados necessários para a sua manutenção.
O comportamento das espécies a manter em cativeiro é importante quando pretendemos introduzir vários exemplares dentro do mesmo aquário: os peixes de maiores dimensões podem devorar os mais pequenos; os territoriais podem-se mostrar demasiado agressivos entre si se o espaço não for suficiente para que todos definam o seu próprio território; os mais rápidos ou mais agressivos podem impedir os outros de ter acesso à alimentação. Algumas espécies agressivas: Tubarão-bala, o ciclídeo de manágua, nigrofasciato.
Outro factor a ter em conta é a dimensão das espécies, já que muitos peixes tendem a crescer muito depressa, tornando-se demasiado grandes para o aquário que lhes é destinado. O Aquário Vasco da Gama costuma receber numerosos pedidos para aceitar espécies que foram vítimas desta situação, como é o caso dos guramis gigantes ou dos óscares.